COMO FAZER RECICLAGEM
As pessoas estão cada vez mais conscientes dos perigos oferecidos pelo consumo desenfreado de bens e materiais. Já ficou claro para a maioria que utilizar as coisas e descartá-las de forma irresponsável é uma forma de contribuir para a destruição do planeta, além de causar danos possivelmente irreparáveis para as gerações futuras.
A Coleta Seletiva
Separar você mesmo o lixo que deve ser entregue ao lixeiro comum e garantir o escoamento do material reciclável para os lugares aonde serão devidamente aproveitados dá um pouco de trabalho no começo, mas é de uma grande importância para o futuro do planeta.
Veja a seguir um vídeo de animação sobre Coleta Seletiva:
Como Separar o Lixo
O primeiro passo é separar o lixo seco do lixo orgânico. O lixo seco engloba todos os recipientes e papéis, desde que devidamente limpos (e, claro, secos). Mas o lixo orgânico também deve ser separado, pois mesmo nele existem coisas que podem ser recicladas como, por exemplo, o óleo de cozinha.
Um único litro de óleo, ao ser descartado no ralo comum, é capaz de contaminar 1 milhão de litros de água. O ideal é armazená-lo separadamente, em garrafas bem vedadas (preferencialmente PET) e encaminhá-lo para as instituições apropriadas para receber este tipo de material, para que ele possa posteriormente ser reciclado, principalmente na produção de sabão e biodiesel. Você pode verificar no site do CEMPRE os lugares mais próximos de descarte deste e outros materiais.
Outra coisa importante, é garantir o descarte separado de baterias, pois elas contêm metais pesados que podem contaminar diversas camadas de solo e água. Elas devem ser armazenadas com cuidado, pois são frágeis e podem vazar, causando problemas, e depois serem encaminhadas para centros de reciclagem.
O lixo seco deve ser separado também, pois nem todos os lugares reciclam todos os tipos de lixo. Latinhas e garrafas pet não precisam ser amassadas, pois isto não facilita em nada a reciclagem. O real motivo da prática é que, ao serem comprimidos, ocupam um espaço menor, tornando mais fácil os transportes de grandes quantidades.
Já as embalagens de vidro devem ser embaladas em papel (pode ser papel jornal) para evitar que, caso quebrem, machuquem aqueles que estão carregando-as. Os vidros e espelhos frequentemente são encaminhados para vidraçarias, e é possível realizar belos trabalhos a partir de cacos. O mesmo deve ser feito com as lâmpadas fluorescentes, embora as incandescentes possam ser descartadas junto ao lixo comum, por não poluírem o meio-ambiente.
Já o papel deve ficar distante de espaços aonde possa ser molhado ou sujo, diminuindo sua utilidade para a reciclagem, assim como o papelão. É comum que existam catadores regulares de latinha, pet e papel, pois estes materiais são os que mais lugares pagam ao catador por quilo entregue, assim como os diferentes tipos de metal e plásticos, que podem ser refundidos e transformados em novos objetos.
Para quem tem jardim ou horta, parte do material orgânico também pode ser reciclado na forma de adubo. Mas, claro, este tipo de adubação não serve a todas as plantas, nem todos os restos orgânicos são ideias para este tipo de prática, portanto, é essencial que se procure informações sobre quais materiais são adequados para adubar quais plantas, e separá-los do resto do lixo.
Confira um vídeo informativo sobre Reciclagem de Lixo:
O Artesanato com Materiais Recicláveis
É muito comum vermos artigos que ensinam como fazer diversos itens de artesanato partindo de materiais recicláveis, mas é preciso ter consciência a respeito desta prática. Ao escolher fazer artesanato com materiais recicláveis, o ideal é que se procure fazer coisas que seja, de fato, úteis a quem as faz.
De nada adianta esforçar-se para criar belos objetos decorativos com materiais recicláveis e posteriormente abandoná-los, ou enviá-los para o lixo comum. É uma excelente ideia, por exemplo, utilizar cestinhas de garrafas PET como centros de mesa nas festas, mas o ideal é que, depois dela, o papel seja retirado e os restos que não serão mais usados enviados para a reciclagem.
Já itens de longa duração, como pufes e molduras, são o melhor investimento para quem quer produzir artesanato com materiais recicláveis. Estes objetos costumam durar muito tempo nas mãos de quem os usa, evitando um desperdício de material que será usado apenas mais uma vez e não reciclado devidamente.
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